O Grupo Circo Teatro Palombar foi criado em 2012 a partir de um processo de formação com jovens do bairro Cidade Tiradentes. Desde então, foram-se criados 2 números e 3 espetáculos, enfatizando que em maio de 2019 estreará o quarto espetáculo que é uma evolução de um dos números chamado "Esquadrão Bombelhaço".
Por Luciano Carvalho¹ Salve camaradas, vou rabiscar algumas impressões a respeito do lindo trabalho que vocês realizaram no Sesc Belenzinho, no domingo de carnaval. Tá evidente que vou elogiar o trampo, já falei que tá lindo, mas vamos qualificar os elogios. Não pretendo enaltecer o Palombar, seria fácil pelo carinho que tenho por vocês. Minha…
por Alexandre Mate¹ Na primeira semana de fevereiro de 2026, em distintos espaços da maior capital teatral do país, assisti a quatro montagens de coletivos teatrais, inseridos na categoria de sujeito estético-histórico teatro de grupo. Além da montagem de Somos Periferia pelo Circo Teatro Palombar, assisti: A Missa do Vaqueiro do CTI – Cia Teatro…
crítica de Circomuns, do Circo Teatro Palombar. o ruína acesa faz parte do projeto arquipélago de fomento à crítica, com apoio da Corpo Rastreado.
“Palombar é o ato de costurar coletivamente a lona do circo. Diversas mãos que se juntam para tecer o sonho da costura e colocar o circo de pé. Depois, por meio do espetáculo, fazem outras pessoas sonharem.” (Adailtom Alves, Circo Teatro Palombar: somos periferia, potência criativa!)
A publicação “Circo Teatro Palombar: Somos Periferia; Potência Criativa!” de Adailtom Alves, de mãos dadas com o coletivo, surge como potência literária e histórica que documenta e celebra a trajetória inspiradora do Circo Teatro Palombar, a primeira companhia circense da Zona Leste de São Paulo a realizar uma viagem internacional difundindo a sua arte e trajetória que valoriza o trabalho cooperativo e a pesquisa continuada em múltiplas linguagens, tendo como característica a criação de poéticas periféricas peculiares. O livro-espetáculo, escrito com um olhar atento e sensível do pesquisador, costura informações históricas e relatos vividos, oferecendo uma narrativa envolvente sobre o nascimento e crescimento de um coletivo que transformou obstáculos em conquistas.
As câmeras abrem e vemos um cenário cheio de tiras coloridas, suspensas por armações de ferro, já nos apresentam a ludicidade da arte e as construções da metrópole em diálogo. Uma guitarra distorcida que faz base para um rap, abrem os caminhos para os artistas que pisarão no palco em breve. Eles cantam: “eu sou artista, meu sangue é periferia.” Não a toa, o Palombar nos conta, na primeira cena, que são (e tem orgulho de serem) da Cidade Tiradentes, extremo Leste de São Paulo.
Entramos em um boteco com aquelas máquinas que tocam músicas que são escolhidas depois de alguma moeda ser colocada nela. As cores e os elementos remetem, não aos lugares que perceberam que o Karaoke era algo rentável para os estabelecimentos, mas sim onde a cantoria coletiva chegou primeiro do que a própria máquina. Estamos em um local de convivência, onde, possivelmente, as pessoas cantavam juntas antes mesmo do próprio Karaoke chegar.